Tempo, Vida. Relógio. À memória dos amigos que já perdi. Aos que espero não perder. Aos que acreditam na solidariedade. NÃO SEI POR ONDE VOU ... SEI QUE NÃO VOU POR AÍ

10
Nov 08

Tento olhar à minha volta e pensar no que vejo. Procuro a ajuda da leitura de jornais… Lerei?

Se o não o fizer, não saberei o que se vai passando pelo Mundo nem por este cantinho a que se chama Portugal. Mas se o faço, raro é o dia em que as notícias não deixam de causar profundo abalo na crença da humanidade.

Aqui e ali, falam-nos de estatísticas, seja de criminalidade ou acidentes na estrada, da situação económica internacional e nacional.

Não me interessa se as violações, os homicídios, em geral todos os crimes e outras maleitas sociais aumentaram X ou diminuíram Y relativamente a igual período do ano anterior.

Basta-me saber que alguém não hesita em matar, violar, roubar… causar danos a outrem.

Num mundo marcado pela violência, pela falta de justiça, de igualdade de oportunidades … caberá ainda lugar para a ingenuidade do sonho …?

Pagamos os impostos, ainda que se adivinhe que muitos escapem ao seu contributo.

Precisamos do ar que se respira, único bem gratuito, ainda que marcado pela poluição.

Precisamos de saúde, cujos cuidados devem ser prestados com zelo e dedicação. Ouvimos falar de milhões gastos e interrogámo-nos onde se gasta tanto dinheiro.

Precisamos de justiça, sabemos da existência de um exército de operadores judiciários, mas não temos a convicção de melhorias.

Precisamos de ensino destinado a quem deseja aprender e não apenas de quem vai almoçar às escolas e causar distúrbios, quaisquer que sejam as necessidades estatísticas.

Assistimos a lutas reivindicativas, mas não dispomos de informação suficiente para uma análise crítica. São os transportes que deixam de circular, são os professores que alegam não poder ensinar, torturados por uma teia burocrática de papeladas a preencher.

Terá razão o Governo ao dizer que são apenas dois os papeis a preencher…? E porque os que ontem falavam de imperatividade da avaliação, pedem hoje a sua suspensão de um modelo que terá sido elaborado por entidades independentes?

E precisamos de um mínimo de dinheiro para satisfação das necessidades humanas elementares.

Só encontramos egoísmos, vaidades, superioridades artificiais, aqui e além desmentidos por actos de autêntica solidariedade de que se destaca o voluntariado.

Vivemos num determinado local, seja de origem seja o que nos acolhe, movimentámo-nos na necessária deslocação para o trabalho, ou na busca de amigos, dar uma dicas por ser essencial exercer as nossas capacidades comunicativas.

Não nos roubem o sonho, melhorem a saúde e a justiça, a equitativa distribuição que não dependa de forças corporativas ou de grupos de pressão.

Não nos tirem a esperança, que, sem ela, nem vale a pena viver...

publicado por Manuel Luís às 15:39

Vejo que hoje o dia correu bem! Apesar da maleitas do dia-a-dia, das eternas reportagens sobre algo que nunca tem nada de construtivo.. a esperança continua!
Vive o Homem de quê? Para trabalhar e parir? Ou para construir algo e deixar algo no mundo que seja uma marca só sua, de si exclusivamente! Acho que para isto, nem que seja no trabalho ou a parir! Mas para deixar algo há que ter esperança ou então cai-se num marasmo, numa apatia completamente destrutiva.
Também eu fiquei desejosa de algo após a tua escrita... mais uma vez acrescento que podes(mos) ser muito inspiradores para os outros.
Estou-te agradecida
Larissa a 11 de Novembro de 2008 às 15:49

Obrigado pelo comentário ... eu corria o risco de entrar mesmo em apatia e já anunciara parar também aqui...
Vejo o teu comentário como um estímulo, como uma ordem para despertar, não perder o equilíbrio face a um mundo de que somos parte, mas em que a opinião pública não é suficientemente sólida para dizer... BASTA.
Manuel Luís a 11 de Novembro de 2008 às 17:36

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