Tempo, Vida. Relógio. À memória dos amigos que já perdi. Aos que espero não perder. Aos que acreditam na solidariedade. NÃO SEI POR ONDE VOU ... SEI QUE NÃO VOU POR AÍ

26
Out 08

1. Nascemos num determinado tempo e espaço geográfico, desde logo ineptos para que cada um se baste a si próprio. Cada um carece de ser complementado por outro.

O Homem é um animal político - inclusivé os que alegam nada disso perceber - e social. Assim, o «EU» apenas se encontra e realiza na relação estabelecida com o «TU» e, nessa relação, origina-se o relacionamento, o «NÓS».

 

O Nós, fonte de relacões sociais, afectivas, de amizade, vizinhança, tem vocação universal e a todos responsabiliza pelo falhanços da presença humana neste planeta, seja pelos danos na natureza, seja pelas inadmissíveis torturas e, noutra dimensão, pelas mortes originadas pela fome.  

 

2. Esta relação vem a sintetizar a ideia de comunidade e de povo e a conformar o seu próprio conceito, sendo estes aplicáveis ainda que a comunidade esteja, por motivos históricos,  desprovida de um território. A comunidade internacional mostra-se impotente para solucionar a questão destes Povos sem território, ao mesmo tempo que fragmenta Países com duvidosa legitimidade institucional.

 

Será o caso de alguns conflitos que se mostram por resolver - nada é de solução impossível, mas há temas cuja maturidade demora desmesurado tempo -, ao invés de certas independências reconhecidas apressadamente por uma União Europeia que desejamos, se não for mera aglomeração de burocratas em Bruxelas. Uma União Europeia de Estados-Membros (tendencialmente federalista) mas já dominada por 5 Países e que parece longe de entusiasmar os respectivos povos.

 

3. Portugal nunca soube resolver adequadamente a questão da distribuição da riqueza… o bolo é pequeno, certo, o que não antecederia, muito menos, justificaria a desproporção mais elevada na CE ou a inconstitucional - por omissão legislativa - centralização em Lisboa de todo o Poder Político.

Será que para certos “políticos” se não aplica a indispensabilidade de produzir mais e melhor para posteriormente se distribuir a riqueza com mais justiça?

Será que precisamente aqueles que dizem que o Estado tem de poupar, em nome de défices, produtividades, Pactos de Estabilidade e Crescimento e um nunca mais acabar de argumentos, afrontando os que trabalham (diminuição do número de funcionários públicos, falências privadas de empresários ricos), acabam os seus programas encomendados numa comunicação social dita livre e logo contabilizam as enormes fortunas que, sem justo ou qualquer título, angariaram?

Exemplos de conduta de honra, precisam-se. Invocam-se nomes, heranças culturais e ideológicas, mas buscam-se remunerações sumptuosas… os cegos, têm o cinto do costume para apertar…palavras meigas e ocas de indispensabilidade de melhor produzir para competir e depois, melhor distribuir; lembram-se ainda dos dizeres da canção: produzir, não discutir, deixar de pensar?

 

Ora, sempre adiada a questão da distribuição da riqueza, é tempo de afirmação de que só em relações paritárias e orientadas pela ideia de justiça, se pode vir «algum dia» a encontrar o verdadeiro “eu”, um espaço  mais justo, equitativo e, por consequência, mais livre e seguro.

 

4. E se a liberdade e a justiça são aspirações seculares, a segurança passou a ocupar um lugar de destaque pela ousadia, armamento e organização dos autores de crimes violentos. Mata-se por um pequeno furto. O supremo valor da vida é palavra vã e ridícula para gangs sofisticados e perigosos. A segurança é, cada vez mais, um dos bens mais desejados pela população, que não compreende a captura de assaltantes e que estes sejam libertados pelos juízes. Fora de critica fica o soberano legislador, que paga milhões de euros em pareceres externos - quando dispõe de uma assistência jurídica de elevadíssima qualidade prestada pela PGR - e acaba, por motivos dificilmente inteligiveis pela feitura de (más) leis que colocam os magistrados - seus intérpretes e aplicadores - em injusta posição perante a opinião pública.

 

 

publicado por Manuel Luís às 22:44

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