Tempo, Vida. Relógio. À memória dos amigos que já perdi. Aos que espero não perder. Aos que acreditam na solidariedade. NÃO SEI POR ONDE VOU ... SEI QUE NÃO VOU POR AÍ

17
Nov 08

Olhei o que rascunhara sobre as memórias de infância, há demasiado tempo guardado nas gavetas à espera de um maior rigor estilístico e entendi que, para um blogue quase pessoal, bem poderia lá constar para «rascunho» de eventuais ulteriores escritos.

 

Está um pouco sisudo, hummmm, mas para já fica assim. Sucede que, em tom mais brincalhão, recebi um destes textos divulgados entre os conhecidos por e-mail.

 

É que aborda também uma juventude mais tardia, mas ainda não dominada pela tecnologia actual. Que repito, está para ficar e terei de aprender.... Assim, mesmo nem sempre concordando com o que nele se expressa, ouso publicar também aqui um escrito cujo original era em power point, cheio de desenhos interessantes.

 

Terá, pelo menos o mérito de não ser tão sisudo quanto o meu texto anterior.

 

«

Os carros não tinham cintos de segurança. Apoios de cabeça nem air-bag         

Iamos no banco de trás fazendo aquela farra! e isso não era perigoso!

As camas de grades e os brinquedos era multicolores e no mínimo pintados com umas «tintas» multicolores contendo chumbo ou outro veneno qualquer.

Não havia travas de segurança nas portas dos carros/automóveis, detergentes ou químicos domésticos.

A gente andava de bicicleta para lá e para cá, sem capacete, joelheiras, caneleiras e cotuveleiras,

Bebíamos água de torneira, de uma mangueira ou de uma fonte e não águas minerais em garrafas ditas «esterilizadas»

Construíamos aqueles famosos carrinhos de «rolamentos» (trotinetes?) e aqueles que tinham a sorte de morar perto de uma ladeira asfaltada, podiam bater records de velocidade e até verificar no meio do caminho que tinham «economizado» a sola dos sapatos, que eram usados como freios… e estavam descalços…

Alguns acidentes depois…

Todos esses problemas estavam resolvidos…

Íamos brincar na rua com uma única condição: voltar para casa ao anoitecer!

Não havia celulares nem sequer telefones na maioria das casas.

E nossos pais não sabiam onde estávamos.

Incrível.

Tínhamos aulas só de manhã e íamos almoçar em casa.

Gessos, dentes partidos, joelhos ralados…

Alguém se queixava disso?

Todos tinham razão, menos nós…

Comíamos doces á vontade, pão com manteiga, bebidas com o (perigoso) açúcar.

Não se falava de obesidade – brincávamos sempre na rua e éramos super activos

Dividíamos com nossos amigos aquela (cervejinha) comprada naquela vendinha da esquina, gole a gole e nunca ninguém morreu por isso…

Nada de Playstations, Nintendo 64, X boxes, Jogos de vídeo, internet por satélite, vídeocassete, Dolby surround, celular com câmera, computador, chats na internet, Só amigos.

E os nossos cachorros, lembram?

Nada de ração. Comiam a mesma comida que nós (muitas vezes os restos), e sem problema algum. Banho quente? Champô? Que nada! No quintal, um segurava o cão e o outro com a mangueira (fria) ia jogando água e esfregando com (acreditem se quiserem) sabão (em barra) de lavar roupa…

Algum cachorro morreu… (ou adoeceu)… por causa disso?

A pé ou de bicicleta íamos à casa dos nossos amigos, mesmo que morassem a Km de nossa casa, entrávamos sem bater e íamos brincar…

É verdade, lá fora nesse mundo cinzento e sem segurança! Como era possível?

Jogávamos futebol na rua, com a trave sinalizada por duas pedras, e mesmo que não fôssemos escalados… ninguém ficava frustrado e nem era o “FIM DO MUNDO”.

Na escola tínhamos bons e maus alunos. Uns passavam e outros eram reprovados. Ninguém ia por isso a um psicólogo ou psicoterapeuta. Não havia a «moda» dos «superdotados», nem se falava em dislexia, problemas de concentração, hiperactividade.

Quem não passava simplesmente repetia de ano e tentava de novo no ano seguinte!

Tinhamos: LIBERDADE, SUCESSOS,DEVERES,

… e aprendíamos a lidar com  cada um deles…

A única verdadeira questão é? Como a gente sobreviveu…?

E acima de tudo, como conseguimos desenvolver a nossa personalidade?  »      

 

publicado por Manuel Luís às 04:10

Que interessante. Hoje a famosa modernidade extinguiu as expectativas de usufruir uma infância como retratada no texto supramencionado. Os jovens e até os adultos não conseguem sair de casa sem seus celulares, e ficar sem internet, vira um verdadeiro tédio. Mas, o triste é saber que essas mudanças não fizeram de nós pessoas melhores, mais amigas ou com maior disponibilidade de tempo, muito pelo contrário parece que estamos sempre correndo, dificilmente sobra tempo para visitar um amigo ou para simplesmente apreciar um belo pôr-do-sol ou o cantar de um pássaro.Os que tiveram o privilégio de vivenciar uma infância saudável em pleno sentido da palavra, guardam alegres recordações de um tempo que jamais se repetirá.
Anna Marrie Rebouças a 19 de Novembro de 2008 às 13:29

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