Tempo, Vida. Relógio. À memória dos amigos que já perdi. Aos que espero não perder. Aos que acreditam na solidariedade. NÃO SEI POR ONDE VOU ... SEI QUE NÃO VOU POR AÍ

25
Nov 08

Muito se tem falado do amor e da sua busca. Poemas em que se manifesta a saudade pela ausência da pessoa que, em certo momento da vida, preencheu a «alma» de cada um de nós.

 

Marcados pela natural aspiração a uma relação propiciadora de felicidade, de cariz individualista e até, perdos-se algum egoísmo, ficam por abordar as realidades sociais que têm caracterizado as relações inter-pessoais neste final de século XX e inícios do séc. XXI.

 

Não se alude aos divórcios, cada vez mais facilitados legalmente e na realidade social em que, mesmo contra a lei, as separações são acompanhadas pelo desinteresse pela subsistência dos filhos, esses frutos concebidos em momentos de grande exaltação da paixão.

 

O que está aqui em referência é a violência doméstica, praticada perante os olhares incrédulos e amedrontados de filhos ainda crianças.

 

Desentendimentos conjugais não podem nem devem conduzir a actos em que, sem qualquer atenção ou respeito pela autonomia e dignidade do outro cônjuge, se verificam actos de crueldade e, no limite, o seu assassinato.

 

Segundo a imprensa, só casos de morte ocorridos este ano elevam-se a 43   mulheres...

 

Associam-se ao fenómeno problemas de droga e de alcool...

 

Participações de situações de agressões ultrapassam as 23 000 feitas na PSP e na GNR, normalmente por iniciativa de participação das vítimas. Muitas queixas ficam por apresentar por receios de piorar a situação, agravamento da violência, falta de alternativas, desde logo a obtenção de habitação alternativa.

 

E os números seriam bem mais assustadores se a iniciativa partisse de qualquer pessoa que tivesse conhecimento das ocorrências. É que, sendo este um crime público não depende sequer da participação da vítima.

 

Muito bem a criação deste dia, mas a mensagem de alerta não passa. E seria desejável que as causas do fenómeno fossem sabiamente analisadas e houvesse vontade política de as resolver, pois sempre representa um custo para o Estado. Como custo é, de resto, o suportarmos todos as indemnizações concedidas às vítimas e que deveriam pressupor a prévia condenação do autor do crime.

 

Mas qualquer pessoa sabe da morosidade da justiça - a principal critica que lhe é apontada -, pelo que estou de acordo com o que se tem vindo a praticar, incluindo o alojamento da vítima em local não conhecido.

 

Pois, mas sempre se dirá que é uma vida adiada, sem relacionamento imediato e próximo com os filhos, sem raízes, sem amigos com quem possam compartilhar a dificuldade do momento da vida.

 

Esta violência, sendo sinal objectivo da ausência de afecto, bem poderia ser substituída pela separação de facto ou de direito, e não como repetidamente se refere, com falsos pedidos de desculpas, de que rais ocorrências se não voltarão a verificar, de repetidas promessas de amor, enfim um sem número de situações que apenas conduzem à perduração desta calamidade pública.

 

Que seja cantado o hino do amor... mas penalizados sem hesitação estes anónimos criminosos. É que o crime gera a insegurança de toda a comunidade e esta tem de saber reagir exemplarmente.

publicado por Manuel Luís às 05:05

Não posso deixar de comentar e informar que são inúmeras as mulheres que, após irem parar ao hospital, com situaçõs muito graves secundárias a violência, inicialmente querem fazer queixa, mas depois desculpabilizam os companheiros.
Não porque sejam tristes, mas porque no seu desenvolvimento aprenderam modelos de submissão das crianças às mães pouco tentas aos flhos e muito narcísicas, enfim negligentes. Na sua vida adulta irão procurar os mesmos modelos para repetir os padrões de comportamento.... E todos fazemos o mesmo.
Acho que vou escrever sobre isto... é um tema muito interessante.
Mais uma vez te agradeço por me fazeres pensar... Que casinha tão profícua e acolhedora!


PS.:Não si sehaverá algum problema, mas qando escrevo comentáriosno teu blog as letras vã dsaparecendo ou não são escritas... mas ésó no tue blog! Será que tens umvirus no computador? (este texto tem poucs correcções para exemplifica, mas as ncessárias para que se perceba)
Larissa a 30 de Novembro de 2008 às 12:21

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