Tempo, Vida. Relógio. À memória dos amigos que já perdi. Aos que espero não perder. Aos que acreditam na solidariedade. NÃO SEI POR ONDE VOU ... SEI QUE NÃO VOU POR AÍ

16
Dez 08

Há muito que, fartos de apertar o cinto, os portugueses esperavam o ano de 2009 como o da esperança de alguma diminuição das suas dificuldades económicas e financeiras.

 

Claro que nem falo já do «milagre» que seria a «prometida criação de 150 000 novos empregos» - isto devo ter lido mal em qualquer jornal – mas do simples facto de o dinheiro na carteira dos portugueses «furar» no dia 20 de cada mês.

 

Aquela esperança advinha da existência de três actos eleitorais, ou seja, eleições autárquicas, parlamentares ou legislativas e europeias.

 

É sabido que os políticos no poder, particularmente dispondo de uma maioria política absoluta não iriam perder a oportunidade de adoptar medidas, designadamente no plano fiscal, para se tornarem nos heróis do filme de famílias e Pequenas e Médias Empresas.

 

A crise económico-financeira americana, de que veio a evidenciar-se a corrupção a níveis antes insuspeitos e a que se dá ênfase pelo facto de serem adoptadas medidas contrárias à ideia dominante de não interferência do Estado na economia (apesar de historicamente, Roosevelt e o New Dream poderem apontar diferente caminho e do plano Marshall que esteve na origem da recuperação europeia após a 2.ª Guerra Mundial) alterou totalmente este panorama.

 

Falta apenas apurar – ninguém o estudou – se o esforço de guerra é neutro face à crise ou, ao invés, é sua causa.

 

Em qualquer caso, uma economia debilitada e remanescente como a portuguesa, aliás qualificada como periférica, sempre seria afectada por estas «constipações internacionais», arriscando dizer, contra o alegado pelo Ministro das Finanças, que, no nosso caso, poderemos estar perante uma «pneumonia».

 

Falando da dita classe média vale a pena dar uma espreitadela ao Jornal de Notícias de hoje.

 

Sob o título Luz vai subir 1,8 euros por mês para domésticos (4,3%), aí consta uma ementa parcelar dos preços de bens cujo aumento é desde já garantido.

 

É. Vamos comemorar em família o Natal, festejar o Ano Novo e logo nos festejos regressar a casa com transportes públicos mais caros, portagens e todos os outros casos que imagina.

 

Quanto a aumentos salariais uma certeza: parte do que houver – se houver - fica retido para IRS, mas uma coisa é segura.

Com greve ou sem greve nem sonhem com aumentos de 4,3% pois isso é reserva e coutada das empresas dominantes.

 

Fico-me por aqui, pois o Banco que me delapidou patrimonialmente acaba de escrever que irá ter novas regras para despesas de manutenção da conta. Ai, Sócrates, meu anjo. Anedota do ano é mesmo o aval do Estado – estamos em 1975? – para os Bancos poderem dar mais crédito às famílias e à economia. Como diz o brasileiro: «Essa, meu irmão, só contaram para você».

 

Querem conta bancária sem despesas de manutenção, essa obra de arte não constante dos contratos de depósito já antigos, mas unilateralmente modificadas por uma das partes do contrato? Então, não fiquem sem dinheiro ao dia 20. Deixem um saldo médio permanente de 1000 euros. Caso contrário, verão a conta ser debitada e, se entenderem discutir em Tribunal essas despesas preparem-se: dinheiro para preparos judiciais, honorários de Advogado e eventuais custas em caso de improcedência da acção.

 

É, concluiu? Isso mesmo…

 

Mas, claro, votos de Próspero Ano Novo são usos e costumes a preservar...

 

Haja Saúde.

 

Vai haver movimentações políticas... mas não será mais do mesmo? É que as «moscas» vão mordendo. Tenho de reler Ramalho Ortigão e o nosso Eça de Queiroz.

 

publicado por Manuel Luís às 11:33
sinto-me: sem saber que fazer ao cinto..

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