Tempo, Vida. Relógio. À memória dos amigos que já perdi. Aos que espero não perder. Aos que acreditam na solidariedade. NÃO SEI POR ONDE VOU ... SEI QUE NÃO VOU POR AÍ

31
Out 08

(cont)

 

A prometida referência à Polícia advém do facto de também esta força ter sido objecto de contundentes criticas do senhor Bastonário, sendo curioso observar que, apesar deste conflito, ambos surgem bem referidos na opimião pública, a qual, ao invés, não confiaria nos Tribunais e nos Juízes.

 

Segundo o senhor Bastonário, a policia estaria aglomerada dentro das esquadras durante o dia e desaparecidas durante a noite. O que vale por dizer que o policiamento nem existe durante o dia nem durante a noite.

 

Naturalmente que as entidades representativas da classe logo se insurgiram, sendo de destacar a falta de condições de trabalho de pessoas de carne e osso, quantas vezes destacadas para longe dos seus lares e famílias, para desempenho de funções de elevado risco e, acrescidamente, mal remunerados.

 

Claro que é sempre possível o recurso à má interpretação dos jornalistas (que lhe dão os meios de comunicação de que carece) ou imputar a referência a deficiente organização da polícia, tornando, assim, a hierarquia a quem incumbe a organização dos serviços e pessoas, a entidade visada.

 

Com as excepções que sempre cabem em qualquer actividade, a polícia deve ser devidamente formada e conhecer os princípios fundamentais de processo penal, agindo de modo a que as eventuais detenções não se venham a frustrar por procedimentos de obtenção de prova ilícitos e que, por esta via, venham a anular o esforço dispendido.

 

Aqui, como em qualquer País civilizado.

 

E distingam entre criminalidade e cidadãos pacatos mas que, na sua juventude bebem uns copitos a mais, pois as notícias de agressões e maus tratos, mesmo em cadeias, não podem deixar de merecer censura. Muito menos passar ao lado de situação conflituosa e fingir que nada se vê seguindo em frente. Já houve assaltos a jovens «nas barbas da polícia».

 

E continuam por solucionar, ao que penso, mortes ocorridas por violência desnecessária. Em Espanha, um video recente, demonstrou a violência face a um cidadão entre as 4 paredes de uma esquadra. Assim, não. BASTA.

 

Defendo a existência de um acordo Estado/OA que permita que todo o interrogatório deva decorrer com a presença de um Advogado. Mas esta presença não pode ser passiva, e mesmo em processo penal multiplicam-se as situações em que o advogado não tem acesso a elementos fundamentais ao acompanhamento do seu cliente. É neste âmbito que importaria modificar a legislação e não, como se tem feito, em criar normas que ou fomentam a prescrição dos processos ou abrem caminho ao precipitado fim do segredo de justiça, com eventual desaparecimento de meios de prova.

 

Naturalmente, que os Juizes, como intérpretes e aplicadores das Leis a cuja criação são alheios, não podem ser culpabilizados de nada... pois a prisão preventiva está legalmente regulada e têm de ser conscienciosamente observados os pressupostos da sua aplicação.

 

E há estatísticas que revelam que elevada percentagem de presos o são preventivamente.

 

Logo, o dito popular, a polícia prende, o juíz logo liberta, não será rigorosa.

 

Mais grave é a prisão preventiva por largo período de tempo daqueles que vêm a ser absolvidos em audiência de julgamento, o que equivale à enexistência de prova adequada ou bastante para a condenação de pessoas que sempre ficam afectadas no seu bom nome.

 

Louvo a independência dos Juízes também nestes casos.

 

Acresce que a função jurisdicional não se esgota nos aspectos penais mais divulgados na imprensa.

 

Com a separação de poderes constitucionalmente consagrada, é aqui que se pode buscar o último refúgio contra a prepotência e abuso dos economicamente mais fortes.

 

Temos uma jurisprudência de Excelência em sede de conflitos adveniente de relações jurídico-privadas, dos conflitos entre os cidadãos e o Estado, e é nos Tribunais que as garantias dos cidadãos podem obter vencimento.

 

Claro que as custas judiciais são elevadas, os custos dos honorários de advogados também e isto representa um factor impeditivo do acesso ao Direito e aos Tribunais.

 

Como o aumento do valor das alçadas retira a possibilidade de recurso a conflitos de menor valor e, assim, a possibilidade de a matéria de facto e o Direito aplicável serem objecto de análise por Juízes mais experientes.

 

E os conflitos que afligem a maioria da população são de baixo valor.

 

Tive uma má experiência com um Juiz, uma dessas magestades. 

 

Mas o apreço pela actividade jurisdicional mantém-se, sendo sabido que também aqui não há inactividade ou uniformidade de pensamento.

 

Há diferentes correntes jurisprudenciais, o que pode fazer perigar a certeza e segurança do Direito.

 

Veremos se os acórdãos para uniformização de jurisprudência serão um bem jurídico que dê mais estabilidade e consistência aos direitos dos cidadãos.

 

Isto, dito também o Senhor Bastonário entendeu atacar os juizes, naturalmente num plano distinto que o de mera opinião pública acritica e desconhecedora,

 

A sua alegação da distinção entre juizes bons e maus - as magestades - é inóqua.

 

O CEJ á ainda uma instituição recente de admissão e formação de magistrados e nesta optica segue caminhos paralelos ou semelhantes ao da própria OA que também repete nas suas aulas os ensinamentos teóricos universitários. Isto o essencial para a admissão, ainda que haja notícias de novas formas de aprendizagem prática com aproveitamento das novas tecnologias que são ainda desconhecidas na prática formativa da maioria dos candidatos.

 

Mas é verdade que não basta agendar audiências por acordo, a tarefa dos Tribunais é merecedora de censura no que se refere a marcação de diferentes audiências para determinado horário, à semelhança das marcações hospitalares de 100 doentes para a mesma hora. E ou se criam filas de pessoas com o dia perdido ou se adia mesmo por um dos múltiplos motivos que permitem o adiamento.

 

E o tratamento de cordialidade  não é exclusivo do Estatuto da Ordem dos Advogados.

 

Mas trata-se de aspectos que melhor se resolveriam por via de alteração legislativa ou mero acordo junto do Conselho Superior da Magistratura.

 

Fechar portas de diálogo é dar tiros no próprio pé... na minha modesta opinião.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Manuel Luís às 21:01

30
Out 08

(cont...)

 

 

Tendo-se dirigido ao funcionamento de diversas instituições, correu o risco de o discurso se ter diluído, ainda que grande parte da população o incentive a continuar tal caminho, quase o equiparando a uma cruzada do novo século.

 

Certa Magistratura, igualmente respeitável, como é o caso da do Ministério Público, adoptou a conduta contrária. Aludiu simplesmente que nem sequer respondia por «falta de credibilidade» do Autor. Esperava mais e melhor do Ilustre Magistrado.

 

Em certos círculos da advocacia... terão surgido sorrisos irónicos... como se a falta de credibilidade de um Bastonário fosse, em si mesma, um bem para a Classe.

 

Pessoalmente, comungo de muitas das suas preocupações (e quem sabe, deixarei aqui testemunho de uma actuação intolerável de um Juíz). Mas entendo que lhe é exigível maior rigor e objectividade.

 

Fala para que outros que se calam, por medo, receio ou interesse, não possam fingir que não sabem. Sardinha de rabo na boca, pois para saberem, algo de concreto, factual, real, tem de ser alegado.

 

O argumento teria fundamento e seria essencial e de plena pertinência, se estivéssemos a viver perante o Estado Novo ou no período do nazismo.

 

Inquéritos abertos foram, assim, arquivados quase à nascença, como seria de esperar, nada de novo e positivo tendo resultado ou podendo resultar de evasivas declarações.

 

E existem limitações legais a ponderar prévia e prudentemente: penso no segredo de justiça, no segredo fiscal, no segredo profissional em geral e bancário, em particular.

 

São barreiras legislativas cuja bondade é da competência, uma vez mais, do legislador.

 

E a matéria de segurança é comum à generalidade da população, nela se incluindo os juízes, com justificadas razões: roubos de computador com matéria porventura sigilosa. pessoas intrincheiradas com armas junto dentro de tribunais, assalto de máquinas Multibanco dentro de um Tribunal, dão efectivamente que pensar. 

 

A criminalidade violenta existe: é um facto da actualidade e que carece de resposta adequada e urgente.

 

Faremos uma referência breve à situação da Polícia e dos Juízes. Tentaremos abordar a situação dos advogados estagiários, em que se colocam reservas à bondade da própria iniciativa do Senhor Bastonário.

 

 

 

publicado por Manuel Luís às 11:37

29
Out 08

(cont...)

 

Defendem mesmo alguns que a excessiva morosidade da Justiça corresponde à sua inexistência. Sem curar da bondade ou rigor, certo é que Portugal já foi condenado por morosidade da justiça e, estou seguro, que houvesse mais meios e informação, maior número de condenações haveria.

 

Tenho recorrido ao vocábulo Justiça, ainda que no restritivo sentido de funcionamento processual célere e tendente à realização do direito material e positivo, ou seja, o conjunto de normas de conduta social relevantes para o Direito,  que são regras com carácter de generalidade e abstracção, e que vigoram em dado momento histórico, regulando a convivência humana em sociedade.

 

Ao Direito nada releva as designadas normas de conduta social de mera cortesia, muito menos os sentimentos intimos como é o caso das opções religiosas. Mas já será relevante assegurar o direito à liberdade religiosa ou o direito de indemnização por violação, não apenas de danos corporais, mas acrescidamente, dos danos morais causados por comportamentos contrários à ordem jurídica se resultantes de comportamentos exteriorizados.

 

Mas se o direito positivo - e diferentes escolas positivistas - é dominante nas sociedades modernas, estamos perante um reinado que nunca preencherá a Ideia de Direito, esse sentido axiológico-normativo, a ética-jurídico valorativa, que coloca o Homem e sua dignidade, antes e acima de qualquer preceito positivo.

Isso o que nos foi ensinado e legado pelos Mestres e que o todo o ser humano nunca deveria esquecer... até pelo estímulo à liberdade crítica, ao rigor, à submissão do Direito concretamente vigente a permanente análise critica, aferido por outro de valor superior. Não se trata de um fundar tudo na ideia de Deus e, muito menos, um regressar aos tempos históricos em que a Lei era o Rei, o Principe.

 

2. Naturalmente que, apesar de certos provérbios tradicionais e até anedóticos que nos fazem sorrir (quem esquece as relações de cortesia com a serpente?), os Advogados, são essenciais à boa Administração da Justiça, não só como auxiliares processuais, mas sobretudo, na qualidade de pessoas dotadas de técnicas de múltiplas áreas do conhecimento humano e social, que dão voz e significado àqueles que neles confiam a sua vida pessoal e patrimonial.

 

Têm, seguramente, um papel primordial na realização da Justiça e no próprio conhecimento do Direito que exige uma permanente formação e actualização.

3. Desde que foi eleito e no exercício de poderes e deveres funcionais, o novo Bastonário da OA tem dirigido criticas, normalmente genéricas e abstractas, ao funcionamento de diversas instituições sociais implementadas no tecido social em que se corporiza uma comunidade.

Normalmente genéricas e abstractas, mas também incluindo determinadas situações concretas que, de acordo com o seu critério - e de muitos que nele confiaram para a função de primus inter pares -  devem ser eliminadas.

publicado por Manuel Luís às 13:36

1. A esmagadora maioria da população encara a Justiça de forma empírica, de algum modo ligado a notícias casuísticas que, em volta de certos aspectos específicos, vão sendo objecto de notícia.

 

Todos andamos perturbados pela onda de criminalidade cada vez mais violenta e organizada ou pela continuidade de assassinatos por motivos de ordem passional... e que nos chegam com inusitada frequência.

 

Encaro com respeito a actividade jornalística, ainda que também esta seja condicionada pelos grupos empresariais em que se integram, dando por adquirida a indispensabilidade de uma melhor abertura informativa da actividade prestada pelas nossas Polícias, Magistrados do Ministério Público e pelos Magistrados Judiciais.

 

Mas falamos da Justiça como um resultado, aquilo que a janela da imprensa nos dá a conhecer, mas pouco mais sabemos... diz-se que a empresa X... tem Y trabalhadores, mas esses dados em sede de funcionamento dos nossos Tribunais são escassa ou inexistentes. Tudo acaba por ficar dependente de critérios de Gabinete do Poder Central e este, desde logo, condicionado pelo imperador Ministério das Finanças.

 

Certo é que sindicatos representativos de funcionários judiciais não se cansam de chamar a atenção para a escassez de meios materiais e humanos.

 

Claro que, não podendo estar um Polícia em cada esquina, não deixa de ser caricato que se consiga assaltar a máquina de Multibanco instalada num Tribunal, ou que desapareça o computador de um Juíz com informação porventura confidencial ou até sujeita a segredo de Justiça (aquele específico computador).

 

Segundo dados recentes, a opinião pública confia na Polícia, mas já não nos Tribunais. Não se tentará explicar um sentimento geral sem elementos mais exactos do modo como foi alcançada tal conclusão.

 

Mas esta relação entre actividade policial e jurisdicional, desde logo, restringe a análise da magistratura, pois esta não é exclusivamente a que se dedica a aspectos de natureza penal ou criminal, abrangendo ainda todos os casos de regulação de conflitos privados, na sua generalidade e, acrescidamente, os conflitos entre os sujeitos privados e o próprio Estado, seja este considerado na sua veste de sujeito jurídico privado, seja ainda quando munido dos especiais poderes de IUS IMPERII  fundados no conceito de poder soberano.

 

Quando o Estado, entendido como Administração, cobra excessivos e indevidos impostos, onde alcançar as garantias de cidadãos e contribuintes, de quem nos socorremos, em último caso? Dos Tribunais (especias) existentes.

 

Regressando aos aspectos criminais, seguramente incomoda-nos o facto de tantos processos e milhões de papeis serem deitados ao lixo (dos arquivos poluentes) por prescrição, pela falta de prática de um acto processual de notificação ou outro.

 

Mas os juízes são apenas intérpretes e aplicadores da Lei. Não se lhes atirem culpas que melhor cabem a outras entidades, sejam funcionários judiciais, Magistrados do Ministério Público ou, a título principal, o próprio Estado enquanto Poder Executivo e Administrativo, ao qual compete dotar a sociedade de meios institucionais eficazes, aquilo se integrando os meios destinados à luta contra a criminalidade violenta - que se tem desenvolvido - e, sobretudo, sem deixar escapar de vista o uso do soberano do poder legislativo, os nossos «representantes» configurados na veste de legislador ordinário.

 

Sem boas leis nunca haverá uma boa Justiça e aquelas implicam a superioridade do Poder Político face ao económico e não, ao invés, a sua subordinação a este. Nunca se esquecerá a questão de uma vírgula aposta poder ter valido avultadas recompensas pecuniárias.

Ou a transformação de terrenos agrícolas em áreas de construção e edificação turística. Coisas...

 

A crítica mais comum deve-se, assim, à violação da celeridade processual, em oposição do princípio que o corporiza e é estruturante do sistema processual. Todavia, quase nunca se distingue entre o processo penal e o civil. Naquele, às referidas prescrições absurdas pela falta de simples actos processuais e que incomodam sobretudo por se criar na opinião pública a ideia de impunidade dos grandes crimes de colarinho branco, acresce a ideia de, por sentimentos de insegurança se pretender aumentar o número de prisões preventivas.

Mas, logo, se ouvem vozes afirmando que somos o País da CE com mais prisões preventivas e, o que é intolerável face aos Direitos Humanos, com a ulterior declaração de inocência em audiência de julgamento, que ocorre muito após a detenção preventiva.

 

Sucede que ao clamor de criticas escapa o legislador, esse soberano ente que sob a quase anonimato das vestes da maioria dos deputados, define e tipica, não apenas os tipos de crime mas ainda a regulamentação processual. E aqui chegados, se dirá que a feitura das leis obedece, por vezes, mais a falta de independência face aos lobies instalados, que aos justos critérios jurídicos a que está adstrito o processo da sua feitura.

 

E aos juízes nada mais cabe que interpretar e aplicar a lei, salvo se for entendimento de que a lei padece de vícios de inconstitucionalidade, o que origina um longo procedimento paralelo e paralisador da normal e célere prossecução processual.

 

 

 

 

publicado por Manuel Luís às 08:46

28
Out 08

Estava previsto que faria uma busca relativa à abordagem de temas de comunicação na internet. O tema não constava, porém, da lista de prioridades. E o acto de escrever pressupõe a prévia obtenção de elementos de informação. Mas sempre ficaria uma abordagem de que são centenas de milhares de pessoas que se inscrevem em sites de romance, na busca de encontrar um novo amor, um companheiro, um relacionamento casual ou sério. A ele voltarei, portanto.

 

Sucede que numa conversa matinal, foi referido por uma pessoa amiga que acabara de salvar a vida de outra pessoa. O tema sensibilizou-me pois conheci pessoalmente um caso em que se evitou a morte e outro em que tal não se mostrou possível. Ainda hoje me interrogo, pois não somos insensíveis a pessoas, o nosso espírito não permite que sejam remetidas e transformadas em simples número estatístico.

 

Ele estaria cansado de lutar, sem objectivos nem horizontes, não sabia o caminho para procurar em cada queda se voltar a erguer e ficar mais forte, mais experiente, mais maduro.

 

Ou superara outras quedas, mas perdera a vontade, ou esta já não encontrava qualquer sentido e significado para querer e saber viver...

 

Considero mero detalhe que procurou e encontrou a conversação com a pessoa a quem pediu para rezar com ele e por ele. Rezando, por um lado, mas conversando pela via escrita sobre o valor da vida, certo é que se terá alcançado que reponderasse a sua radical posição, pois já teria o meio a utilizar preparado (no caso, pistola pronta a disparar).

 

Como outros factos da nossa realidade social, há estatísticas de suicidios e inclusivé por idades. Mas todos nos sentimos fragilizados quando vemos grupos de jovens, pré ou mesmo universitários a caminhar na despedida de alguém que não aguentou... e decidiu pela morte. Muitas vezes, pelo insucesso de um primeiro amor do qual os pais nem tiveram ainda conhecimento.

 

Estou convicto que se houvesse uns segundos mais para reflectir, para conversar com alguém capaz de entender... a decisão bem poderia ser outra.

 

Se noutros momentos é útil a audição de outras perspectiva, nos momentos de angústia precisamos de um ombro amigo. Este é mesmo indispensável, mas o individualimo reinante, a apolologia das aparências exteriores, o distinguir-se pelo sucesso face aos demais, estreita o núcleo de pessoas disponíveis para ouvir...

 

Fico feliz em saber que, além de números telefónicos de que se socorrem as pessoas que sentem excessiva solidão, também este meio da nova tecnologia permite a ajuda, a solidariedade humana. É que na vida moderna, o corre para aqui e para ali, tudo se faz com rapidez .  Neste estilo apressado, de meios de transporte muito aquém das necessidades das grandes urbes, vão-se perdendo os tradicionais convívios, seja entre amigos, seja encontros de literários, médicos e outros.

 

A solidão existe em demasiadas pessoas. Nunca opiniei - por ignorância - se o suicídio é um acto de covardia ou de coragem. E não o farei agora, pois a dúvida persiste. Persistirá...

 

Mas é bom fazer das derrotas pontos de partida para nos tornarmos mais fortes e conscientes do valor que devemos dar à vida, na sua multiplicidade de momentos de grande felicidade e outros de profunda tristeza. Começar por nos sentirmos bem para depois dar um contributo, ainda que insuficiente, para a melhoria da vida dos outros.

 

Carecemos da dialéctica do contraditório, de ouvir outras opiniões e sentimentos...  A palavra é valiosa, diz-se que de prata, em certas matérias e o silêncio eloquente é de ouro noutas.

 

Mas saber ouvir... escutar... apoiar... ser companheiro e cúmplice é o maior valor da humanidade.

 

Somos passageiros em viagem temporária por esta indefenida coisa a que se chama VIDA.

 

Busca-se o conhecimento científico mais completo, mesmo fora do planeta, mas continua a haver um enorme défice no conhecimento da pessoa humana. E nos meios existentes para uma ajuda sustentada.

 

Tentemos fazer das fraquezas forças e lembrar que a seguir à tempestade, vem a bonança e que não há inverno sem que regresse a primavera.  

 

Quando o caminho parece longo, fastidioso, desinteressante, a energia do ser vivo, a sua dignidade pessoal e o direito a ser feliz  poderão ser fios condutores, para um amanhã que se deseja de mais felicidade.

 

Com ou sem a grave crise internacional que todos parecem recear delimitar... é em busca da harmonia, da felicidade que fazemos nosso caminho...

 

Caminhando..

 

 

publicado por Manuel Luís às 14:55
sinto-me: Em busca ... da harmonia

27
Out 08

 

 

Extractos no YouTube

 

A criatividade artística aliada à chamada de mais de 300 crianças das escolas, proporcionou um espectáculo muito agradável em 2004, que devia ser sido integralmente dado a conhecer. Eis pequenos extractos. Quem sabe, alguém vê e se lembra...

publicado por Manuel Luís às 17:14

26
Out 08

1. Nascemos num determinado tempo e espaço geográfico, desde logo ineptos para que cada um se baste a si próprio. Cada um carece de ser complementado por outro.

O Homem é um animal político - inclusivé os que alegam nada disso perceber - e social. Assim, o «EU» apenas se encontra e realiza na relação estabelecida com o «TU» e, nessa relação, origina-se o relacionamento, o «NÓS».

 

O Nós, fonte de relacões sociais, afectivas, de amizade, vizinhança, tem vocação universal e a todos responsabiliza pelo falhanços da presença humana neste planeta, seja pelos danos na natureza, seja pelas inadmissíveis torturas e, noutra dimensão, pelas mortes originadas pela fome.  

 

2. Esta relação vem a sintetizar a ideia de comunidade e de povo e a conformar o seu próprio conceito, sendo estes aplicáveis ainda que a comunidade esteja, por motivos históricos,  desprovida de um território. A comunidade internacional mostra-se impotente para solucionar a questão destes Povos sem território, ao mesmo tempo que fragmenta Países com duvidosa legitimidade institucional.

 

Será o caso de alguns conflitos que se mostram por resolver - nada é de solução impossível, mas há temas cuja maturidade demora desmesurado tempo -, ao invés de certas independências reconhecidas apressadamente por uma União Europeia que desejamos, se não for mera aglomeração de burocratas em Bruxelas. Uma União Europeia de Estados-Membros (tendencialmente federalista) mas já dominada por 5 Países e que parece longe de entusiasmar os respectivos povos.

 

3. Portugal nunca soube resolver adequadamente a questão da distribuição da riqueza… o bolo é pequeno, certo, o que não antecederia, muito menos, justificaria a desproporção mais elevada na CE ou a inconstitucional - por omissão legislativa - centralização em Lisboa de todo o Poder Político.

Será que para certos “políticos” se não aplica a indispensabilidade de produzir mais e melhor para posteriormente se distribuir a riqueza com mais justiça?

Será que precisamente aqueles que dizem que o Estado tem de poupar, em nome de défices, produtividades, Pactos de Estabilidade e Crescimento e um nunca mais acabar de argumentos, afrontando os que trabalham (diminuição do número de funcionários públicos, falências privadas de empresários ricos), acabam os seus programas encomendados numa comunicação social dita livre e logo contabilizam as enormes fortunas que, sem justo ou qualquer título, angariaram?

Exemplos de conduta de honra, precisam-se. Invocam-se nomes, heranças culturais e ideológicas, mas buscam-se remunerações sumptuosas… os cegos, têm o cinto do costume para apertar…palavras meigas e ocas de indispensabilidade de melhor produzir para competir e depois, melhor distribuir; lembram-se ainda dos dizeres da canção: produzir, não discutir, deixar de pensar?

 

Ora, sempre adiada a questão da distribuição da riqueza, é tempo de afirmação de que só em relações paritárias e orientadas pela ideia de justiça, se pode vir «algum dia» a encontrar o verdadeiro “eu”, um espaço  mais justo, equitativo e, por consequência, mais livre e seguro.

 

4. E se a liberdade e a justiça são aspirações seculares, a segurança passou a ocupar um lugar de destaque pela ousadia, armamento e organização dos autores de crimes violentos. Mata-se por um pequeno furto. O supremo valor da vida é palavra vã e ridícula para gangs sofisticados e perigosos. A segurança é, cada vez mais, um dos bens mais desejados pela população, que não compreende a captura de assaltantes e que estes sejam libertados pelos juízes. Fora de critica fica o soberano legislador, que paga milhões de euros em pareceres externos - quando dispõe de uma assistência jurídica de elevadíssima qualidade prestada pela PGR - e acaba, por motivos dificilmente inteligiveis pela feitura de (más) leis que colocam os magistrados - seus intérpretes e aplicadores - em injusta posição perante a opinião pública.

 

 

publicado por Manuel Luís às 22:44

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